A religião sempre teve um papel fundamental para o homem. De acordo com o sociólogo Bryan Wilson, “o sentimento religioso, e certamente da forma encontrada entre pessoas relativamente simples, parece ter origem numa grande variedade de emoções fundamentais que são experimentadas quando o homem confronta a incerteza, o desconhecido, ou o desafortunado. Os sentimentos que esses fenômenos engendram estimulam estados de respeito, medo, reverência, e o desejo de aplacar forças supostamente poderosas.”1
Assim, é comum líderes religiosos despertarem sentimentos ambíguos como temor e reverência, que acabam influenciando o destino das pessoas e da humanidade.
Muitas religiões surgiram e caíram no esquecimento após o falecimento de seu líder e somente algumas poucas conseguiram manter vivo seus ensinos mesmo tendo se passado vários séculos.
A imagem da maioria desses líderes, normalmente construída por seus discípulos, é cercada de subjetividade já que a falta de documentos históricos torna muito difícil desvendar a figura religiosa, causando assim, muitas controvérsias.
Mas, no caso do Budismo de Nitiren, surgido há 750 anos, existem registros que possibilitam conhecer de maneira clara o homem que difundiu uma nova e ampla visão do ser humano em relação à vida.
Por sua postura contestadora, Nitiren Daishonin é, muitas vezes, retratado como um reacionário e nacionalista. Ele é ainda descrito como um “profeta budista militante que contribuiu significativamente para a adaptação do budismo à mentalidade japonesa e que continua sendo uma das mais controversas e influentes figuras da história do budismo no Japão.”2
Porém, as inúmeras cartas e teses deixadas por ele, escritas de próprio punho, revelam uma personalidade pacífica, tolerante e extremamente humana.
Daishonin promovia debates e diálogos, sempre fundamentando seus argumentos. Apesar de sofrer inúmeras perseguições no decorrer de sua vida, jamais recorreu à violência, vencendo seus adversários com a força de suas palavras. Ele também conquistou discípulos de todas as classes sociais que o ajudaram nos momentos mais críticos.
Sua intenção não era fundar uma nova religião nem ser alguém especial. Ele almejava tornar-se o homem mais sábio do Japão para ajudar o povo a superar seus infortúnios e demonstrar com a sua vida que não há diferença entre um buda e um mortal comum.
Além disso, ao comprovar a veracidade de seu ensino em vida, Daishonin foi vitorioso como homem e como Buda, deixando um legado espiritual que sobrevive até os dias atuais.
Assim, para entender os motivos que o levaram a ter uma postura tão rígida com relação aos governantes e líderes religiosos, é preciso entender o momento histórico pelo qual passava o Japão e o mundo no século XIII.
Fonte:TERCEIRA CIVILIZAÇÃO, EDIÇÃO Nº 416, PÁG. 3, ABRIL DE 2003.
Deus e Buda
As religiões do mundo variam de acordo com as diferenças entre as nações e as culturas. No entanto, a origem da religião pode ser encontrada em sentimentos compartilhados por todas as pessoas. A mais primitiva forma de religião era a adoração de um deus ou deuses que representavam as forças da natureza. Enquanto a natureza passava por uma mudança “normal” e previsível, os seres humanos podiam desfrutar sua força criativa e benefícios. Porém, quando o ritmo da natureza tornou-se imprevisível, as pessoas não tinham mais lugar para aonde ir. Os povos antigos acreditavam que as calamidades naturais eram uma expressão da ira dos deuses ou obra de um deus diabólico e destrutivo que se opunha ao seu deus benevolente. Graças a uma contínua especulação, alguns postularam um deus principal que reinava sobre todos os outros e controlava todos os vários fenômenos naturais. Em muitos casos, o deus principal originariamente governava um fenômeno específico. Por exemplo, nas mitologias grega e nórdica, o deus principal era originariamente o deus do trovão.
Diz-se o mesmo a respeito de Javé ou Jeová. Javé era originariamente o deus do trovão e tornou-se posteriormente o deus principal dos ancestrais dos hebreus. Conseqüentemente, ele foi considerado um deus absoluto e transcendental pelos judeus e por fim o único deus, e seus seguidores passaram a negar a existência de qualquer outro deus. Foi isso o que levou à crença de que a vontade e as palavras de Deus criaram o Universo e todos os seres que nele vivem. Seja um único deus apenas ou muitos, acreditava-se que a divindade, ou as divindades, tinham poder de controle sobre a natureza e a humanidade. Com o estabelecimento de comunidades, alguns deuses tornaram-se símbolos do poder ou da supremacia de grupos específicos, sendo usados para fortalecer a autoridade do grupo.
Em contraste, um Buda é um ser humano, uma pessoa que desenvolveu uma sabedoria introspectiva nas profundezas de sua vida e descobriu nela a verdade eterna. Ao passo que no cristianismo um ser humano nunca pode tornar-se completamente Deus, no budismo o ser humano pode tornar-se um Buda. O estado de Buda é um ideal, mas um ideal que os seres humanos podem atingir. O budismo é um conjunto de ensinos que o Buda expôs a fim de capacitar todas as pessoas a também se tornarem budas. Ensina que o estado de Buda é o objetivo máximo para todos os seres humanos; no entanto, não nega nem exclui o conceito de um deus por si. O que caracteriza o Buda é a sabedoria que permeia a verdade máxima da vida e do Universo. O budismo descreve os deuses como forças benéficas inatas no meio social e natural e que atuam protegendo os seres humanos, especialmente aqueles que praticam o budismo corretamente. As forças inerentes ao meio ambiente são chamadas “boa sorte”, as ações dos deuses budistas que as pessoas ativam para extraírem sua própria sabedoria do Buda.
Diz-se o mesmo a respeito de Javé ou Jeová. Javé era originariamente o deus do trovão e tornou-se posteriormente o deus principal dos ancestrais dos hebreus. Conseqüentemente, ele foi considerado um deus absoluto e transcendental pelos judeus e por fim o único deus, e seus seguidores passaram a negar a existência de qualquer outro deus. Foi isso o que levou à crença de que a vontade e as palavras de Deus criaram o Universo e todos os seres que nele vivem. Seja um único deus apenas ou muitos, acreditava-se que a divindade, ou as divindades, tinham poder de controle sobre a natureza e a humanidade. Com o estabelecimento de comunidades, alguns deuses tornaram-se símbolos do poder ou da supremacia de grupos específicos, sendo usados para fortalecer a autoridade do grupo.
Em contraste, um Buda é um ser humano, uma pessoa que desenvolveu uma sabedoria introspectiva nas profundezas de sua vida e descobriu nela a verdade eterna. Ao passo que no cristianismo um ser humano nunca pode tornar-se completamente Deus, no budismo o ser humano pode tornar-se um Buda. O estado de Buda é um ideal, mas um ideal que os seres humanos podem atingir. O budismo é um conjunto de ensinos que o Buda expôs a fim de capacitar todas as pessoas a também se tornarem budas. Ensina que o estado de Buda é o objetivo máximo para todos os seres humanos; no entanto, não nega nem exclui o conceito de um deus por si. O que caracteriza o Buda é a sabedoria que permeia a verdade máxima da vida e do Universo. O budismo descreve os deuses como forças benéficas inatas no meio social e natural e que atuam protegendo os seres humanos, especialmente aqueles que praticam o budismo corretamente. As forças inerentes ao meio ambiente são chamadas “boa sorte”, as ações dos deuses budistas que as pessoas ativam para extraírem sua própria sabedoria do Buda.
Texto extraído do livro "Fundamentos do Budismo", Editora Brasil Seikyo, © 2004. Direitos reservados. É proibida a reprodução de texto e imagens contidos nesta publicação |
O significado de Nam myoho rengue kyo
NAM
Nam, contração de Namu, que deriva do sânscrito NAMAS, significa "devotar" ou a relação perfeita da vida da pessoa com a verdade eterna. Ou seja, dedicar a própria vida ou relacionar-se com a verdade eterna da vida. Também significa acumular infinita energia através desta fonte e tomar atitudes positivas aliviando o sofrimento dos outros.
MYOHO
Myoho literalmente significa Lei Mística.
Myo significa "místico", mas elimina qualquer sombra de milagre. É assim chamado porque o mistério da vida é de inimaginável profundidade por tanto está além da compreensão do homem.
Ho significa "lei". A intrínseca natureza da vida é tão mística e profunda, que transcende o âmbito de conhecimento humano. Por exemplo: o ser humano nasce como um bebê, cresce e torna-se um jovem, depois um idoso e por fim morre. Isso é obviamente, uma inquebrável lei regulando cada espécie de vida. Ninguém jamais pode nascer adulto ou escapar desse ciclo, por mais que deseje.
RENGUE
Rengue é a lei de causa e efeito. O budismo esclarece essa lei em todos os fenômenos do universo, e é simbolizada pela Flor de Lótus (Ren, flôr e Gue lótus, em japonês), pois produz a semente (Causa) e a flor (Efeito) simultaneamente. Uma quantidade enorme de todas as causas passadas formam o efeito da condição presente. Ao mesmo tempo, o momento presente é a causa do futuro. Assim, a vida é a continuação dos momentos combinados pela corrente de causa e efeito.
KYO
Finalmente kyo significa a função e influência da vida, como também a transformação do destino, simbolizando a continuidade da vida através do passado presente e futuro. É o ensinamento do Buda, que é eterno
Myoho-rengue-kyo é o título do Sutra de Lótus, como foi traduzido para o chinês, que Nitiren Daishonin nos aponta como o Sutra que contém o caminho para a iluminação. Colocando Nam antes do título do Sutra de Lótus ele cunhou o mantra que recitamos diariamente, o Nam-Myoho-Rengue-Kyo, que numa tradução livre seria o algo como: Devotar-se ao Sutra de Lótus, ou Devotar-se à Lei Mística da Causa e Efeito exposta pelo Buda no Sutra de Lótus.
Claro que isso é apenas uma tradução extremamente simplista dos caracteres que compõe o Nam-Myoho-Rengue-Kyo, e não expõe toda a profundidade da Lei Mística, que é a expressão da verdade última da vida.
O Nam-Myoho-Rengue-Kyo cobre todas as leis, toda a matéria e todas as formas de vida existentes no Universo. em outras palavras, é a vida do Buda que alcançou a suprema Iluminação. Se expandirmos ao espaço ilimitado, é idêntica à vida do Universo, e se condensarmos ao espaço limitado, é igual a vida individual dos seres humanos.
A natureza de Buda está exatamente dentro de cada um de nós. É o Nam-Myoho-Rengue-Kyo. Quando entoamos o Daimoku a natureza de Buda dormente dentro das nossas vidas é convocada. Invocado deste modo, o que desperta é o Buda. Quando um pássaro numa gaiola canta, os pássaros voando no céu vêm para baixo. Quando os outros pássaros se reúnem ao redor, o pássaro engaiolado tentará escapar. Do mesmo modo se recitarmos a Lei Mística, o Nam-Myoho-Rengue-Kyo em voz alta, a natureza de Buda se revela e se alegra e nos acompanha. Se praticarmos corretamente, não haverá beco sem saída na vida. Uma vez que nos baseamos na Lei Mística, podemos definitivamente transformar as nossas vidas para o melhor e ultrapassaremos qualquer impasse. Em qualquer situação, seguir essa lei absoluta com fé absoluta é, na verdade a base da nossa prática.
Nam-Myoho-Rengue-Kyo!
Nam, contração de Namu, que deriva do sânscrito NAMAS, significa "devotar" ou a relação perfeita da vida da pessoa com a verdade eterna. Ou seja, dedicar a própria vida ou relacionar-se com a verdade eterna da vida. Também significa acumular infinita energia através desta fonte e tomar atitudes positivas aliviando o sofrimento dos outros.
MYOHO
Myoho literalmente significa Lei Mística.
Myo significa "místico", mas elimina qualquer sombra de milagre. É assim chamado porque o mistério da vida é de inimaginável profundidade por tanto está além da compreensão do homem.
Ho significa "lei". A intrínseca natureza da vida é tão mística e profunda, que transcende o âmbito de conhecimento humano. Por exemplo: o ser humano nasce como um bebê, cresce e torna-se um jovem, depois um idoso e por fim morre. Isso é obviamente, uma inquebrável lei regulando cada espécie de vida. Ninguém jamais pode nascer adulto ou escapar desse ciclo, por mais que deseje.
RENGUE
Rengue é a lei de causa e efeito. O budismo esclarece essa lei em todos os fenômenos do universo, e é simbolizada pela Flor de Lótus (Ren, flôr e Gue lótus, em japonês), pois produz a semente (Causa) e a flor (Efeito) simultaneamente. Uma quantidade enorme de todas as causas passadas formam o efeito da condição presente. Ao mesmo tempo, o momento presente é a causa do futuro. Assim, a vida é a continuação dos momentos combinados pela corrente de causa e efeito.
KYO
Finalmente kyo significa a função e influência da vida, como também a transformação do destino, simbolizando a continuidade da vida através do passado presente e futuro. É o ensinamento do Buda, que é eterno
Myoho-rengue-kyo é o título do Sutra de Lótus, como foi traduzido para o chinês, que Nitiren Daishonin nos aponta como o Sutra que contém o caminho para a iluminação. Colocando Nam antes do título do Sutra de Lótus ele cunhou o mantra que recitamos diariamente, o Nam-Myoho-Rengue-Kyo, que numa tradução livre seria o algo como: Devotar-se ao Sutra de Lótus, ou Devotar-se à Lei Mística da Causa e Efeito exposta pelo Buda no Sutra de Lótus.
Claro que isso é apenas uma tradução extremamente simplista dos caracteres que compõe o Nam-Myoho-Rengue-Kyo, e não expõe toda a profundidade da Lei Mística, que é a expressão da verdade última da vida.
O Nam-Myoho-Rengue-Kyo cobre todas as leis, toda a matéria e todas as formas de vida existentes no Universo. em outras palavras, é a vida do Buda que alcançou a suprema Iluminação. Se expandirmos ao espaço ilimitado, é idêntica à vida do Universo, e se condensarmos ao espaço limitado, é igual a vida individual dos seres humanos.
A natureza de Buda está exatamente dentro de cada um de nós. É o Nam-Myoho-Rengue-Kyo. Quando entoamos o Daimoku a natureza de Buda dormente dentro das nossas vidas é convocada. Invocado deste modo, o que desperta é o Buda. Quando um pássaro numa gaiola canta, os pássaros voando no céu vêm para baixo. Quando os outros pássaros se reúnem ao redor, o pássaro engaiolado tentará escapar. Do mesmo modo se recitarmos a Lei Mística, o Nam-Myoho-Rengue-Kyo em voz alta, a natureza de Buda se revela e se alegra e nos acompanha. Se praticarmos corretamente, não haverá beco sem saída na vida. Uma vez que nos baseamos na Lei Mística, podemos definitivamente transformar as nossas vidas para o melhor e ultrapassaremos qualquer impasse. Em qualquer situação, seguir essa lei absoluta com fé absoluta é, na verdade a base da nossa prática.
Nam-Myoho-Rengue-Kyo!
Texto Cesinha Chaves, compilado de matérias de estudo do Bloco Mandala, Barra, RJ
O significado das cores da SGI
No dia 27 de abril de 1988, durante a 1ª Reunião de Dirigentes da Divisão
Feminina da Soka Gakkai, o presidente da SGI, Daisaku Ikeda, sugeriu a
confecção de uma nova bandeira da divisão, citando como exemplo a
| Conheça a Bandeira da BSGI. |
azul, branca e vermelha, que significam
“liberdade”, “igualdade” e “fraternidade”
— lema da Revolução Francesa.
O significado das cores da SGI
Ele propôs a adoção das cores azul, amarela e vermelha, tendo cada qual
diversos significados como: boa sorte, espírito de procura e harmonia; paz,glória e vitória; ou ainda, Kossen-rufu, inteligência e sol.
Dessa forma, no dia 26 de julho desse mesmo ano, o presidente da Soka
Gakkai, Einosuke Akiya, apresentou a nova bandeira durante a 7a Reunião de
Dirigentes da Soka Gakkai, realizada no Centro Cultural Soka, em Tóquio.
Posteriormente, ela foi adotada amplamente pela
organização, com significados distintos, como:
Divisão Feminina (boa sorte, espírito de procura e
harmonia); SGI (paz, glória e vitória); Escolas Soka
(sabedoria, glória e paixão) e Seikyo Shimbun
(Kossen-rufu, inteligência e sol).
Fonte:
Brasil Seikyo, edição nº 1.828, 21 de janeiro de 2006, pág A7.
Encontro da Amizade 28-08-2010
Convite
Encontro da Amizade
Apresentador(a)
Regiane ~ Responsável de Bloco - DF
Abertura
Conversao de Daisaku Ikeda ao Budismo de Nitiren Daishonin.
Sr. Wanderley Santiago ~ Responsável de Bloco DS
Gongyo
Mensagem
Sr. Reginaldo - Vice- Responsável de Distrito
Regência : Djaina , Cleide , Sandra, Wanderley, Vicente, Thais, Tauane , Ana e Thales
Srta. Bruna e Sr. Adalfredo - Responsável de Bloco
RESUMO E CENÁRIO HISTÓRICO
Por volta de 1274, Shijo Kingo havia iniciado seus esforços para converter seu lorde, Ema, aos ensinos de Daishonin. No entanto, lorde Ema não respondeu positivamente. Em vez disso, reduziu o tamanho das terras de Kingo e ameaçou enviá-lo à remota província de Etigo. Além disso, seus colegas espalharam falsos rumores sobre ele, e Kingo foi acusado de causar tumulto em um debate ocorrido em junho de 1277, durante o qual um sacerdote da Tendai, Ryuzo-bo, foi derrotado por Sammi-bo, discípulo de Daishonin.
Nesta carta, Daishonin alerta Shijo Kingo e ao mesmo tempo o instrui sobre a maneira correta de agir em meio às provações. Citando referências históricas do imperador Sushun e outros, Daishonin ensina a Kingo que, como budista, ele deveria conduzir a vida diária de maneira admirável e ter consideração pelos outros. Por essa razão, este escrito é conhecido também como “A História do Imperador Sushun”.
EXPLANAÇÃO
Shijo Kingo enfrentou todos os tipos de obstáculos, lutando com toda a força e venceu-os graças à fé, sem jamais ser derrotado. O Buda Nitiren Daishonin cuidou dele e dispensou-lhe total confiança. É muito conhecido por ter acompanhado Nitiren Daishonin durante a Perseguição de Tatsunokuti e arriscado a vida junto com seu mestre. Apesar de possuir esse espírito resoluto, Kingo possuía a natureza de irritar-se facilmente. Ao que tudo indica, devido a isso encontrava dificuldade para manter relações
harmoniosas com as pessoas.
Devido à sua fé, Shijo Kingo atraiu críticas e a rivalidade de seus colegas, que o caluniavam perante o seu lorde, Ema. Além disso, bonzos maldosos e cheios de intrigas acusaram-no falsamente de crimes totalmente sem fundamento. Consequentemente, o lorde ficou insatisfeito com ele, confiscou suas terras e dispensou os servos. Para a época atual, isso seria equivalente a ser rebaixado ou até mesmo suspenso do trabalho.
Mesmo diante destas provações, Shijo Kingo manteve-se firme como um leal discípulo do seu mestre, Nitiren Daishonin, e seguindo suas constantes e minuciosas orientações, no final conquistou uma grande vitória. Mais tarde, quando o lorde Ema caiu doente, Shijo Kingo, empregando suas habilidades médicas, ajudou a curá-lo. O lorde ficou muito grato e, em 1278, devolveu as propriedades de Kingo e, mais tarde, concedeu-lhe ainda mais terras.
Shijo Kingo perseverou com uma firme e sincera fé, estando em total acordo com os ensinos de Nitiren Daishonin durante toda a vida, e confrontando também as pessoas que o ameaçavam. Com coragem e sem temor, ele continuou a bradar em prol da paz e da justiça e seu nome permanece até hoje nos anais do budismo, resplandecendo com um brilho imortal e duradouro. Daishonin orientou constantemente Shijo Kingo para que não fosse covarde, advertindo-o da seguinte forma: “As orações de uma pessoa covarde não são respondidas”. (WND, pág. 1.001.) Viver plenamente
Ter uma vida longa não significa necessariamente que tenha sido plena de realizações. O importante é o que deixamos para trás, que tipo de valor criamos e o quanto contribuímos para a felicidade de outras pessoas.
A vida é curta. É um desperdício passá-la em vão a procura de glória que é algo tão frágil e impermanente como uma bolha de sabão, ou sofrer por invejar outros que possuem tal glória. É por isso que Daishonin afirma nesta passagem: “É raro nascer como ser humano. O número daqueles que são dotados com vida humana é tão pequeno quanto a quantidade de terra que podemos colocar sobre uma unha. Viver como ser humano é difícil — tão difícil quanto o orvalho permanecer sobre a grama. No entanto, é melhor viver um único dia com honra do que 120 anos e morrer na desgraça”.
No interminável ciclo de nascimento e morte, Daishonin nos mostra quão raro é o fato de nascermos como ser humano comparando-o à minúscula quantidade de terra sobre a unha. Portanto, estamos desfrutando nesta existência desta rara boa sorte de nascermos como seres humanos. No entanto, a nossa existência como ser humano é tão breve quanto as gotas do orvalho sobre as plantas que desaparecem com o raiar do sol. É exatamente por esta razão que devemos viver a cada dia com dignidade e integridade.
Comprovar a prática da fé em meio à sociedade
Na frase “Conduza sua vida de maneira que todas as pessoas de Kamakura o elogiarão e dirão que Nakatsukasa Saburo Saemon-no-jo é diligente em servir a seu lorde, em servir ao budismo e em sua consideração pelas outras pessoas”, o Buda Nitiren Daishonin nos ensina sobre um importante princípio da prática da fé na vida diária.
Daishonin incentiva Shijo Kingo para que se torne conhecido e elogiado pelas pessoas de sua localidade pela sua brilhante diligência “em servir ao seu lorde”, “em servir ao budismo” e por uma maravilhosa “consideração pelas outras pessoas”. Em outras palavras, Daishonin está aqui orientando Kingo para desenvolver seu caráter.
O verdadeiro significado de “prova real” no Budismo de Nitiren Daishonin está em “desenvolver o caráter” à medida que “se aprimora a prática da fé”. Nitiren Daishonin orienta a “ser diligente em servir ao budismo” justamente para que possa cultivar as comprovações da prática da fé na forma de “prova real”. “Servir a seu lorde” corresponde nos dias atuais à comprovação profissional no local de trabalho, e a “consideração pelas outras pessoas” às atividades visando a felicidade e o bem-estar das pessoas, isto é, às atividades em prol do Kossen-rufu realizadas em nossa Organização.
Em um discurso, o presidente Ikeda afirma: “O presidente Toda orientava da seguinte forma: Existem pessoas que pensam levianamente que pelo simples fato de possuírem o Gohonzon não precisam ir em busca de novas tentativas para melhorar sua vida, iludidos de que poderão obter benefícios sem o mínimo de esforço. Essa forma de pensar é um grande erro. Portanto, devemos alertar tais pessoas sobre a grande calúnia que estão cometendo. Sobre a questão, Nitiren Daishonin diz: ‘Se a pessoa se torna versada no Sutra de Lótus naturalmente compreenderá o significado das leis da sociedade’. Em outras palavras, aqueles que abraçam o Gohonzon devem ser capazes de melhorar sua vida ou mesmo fazer com que seus negócios prosperem”. (Brasil Seikyo, edição no 1.211, 13 de fevereiro de 1993, pág. 9.)
BRASIL SEIKYO, EDIÇÃO Nº 2045, PÁG. , 31 DE JULHO DE 2010.
Comentários sobre á Matéria
Sra. Maria Aparecida - Responsável de Distrito - DF
Sr. Carlos Rodrigues - Responsável de comunidade .
Sr. Vicente Gimenez - Responsável comunidade de - DS
Sra. Aparecida Maria e Sra. Cleide
Sra. Marina Fonseca - Responsável de RM - DF
Sr. Norberto Fonseca - Responsável de RM
Rubens e Roseno

Bloco Recanto (5701)
11. Jonnhy Nunes Correa - DMJ
Convidados - Tiago e Pablo DMJ
12. Elisangela Miguel Cristian - DFJ
2.Djalma Prestes Gimenes - DFJ
Sr. Rubens Simão ~ Responsável de Distrito
Mensagem
Sr. Reginaldo - Vice- Responsável de Distrito
Canção " Juntos com Sensei "
Regência : Djaina , Cleide , Sandra, Wanderley, Vicente, Thais, Tauane , Ana e Thales
Leitura da Matéria :
" Sobre os Três Tipos de Tesouro "
Srta. Bruna e Sr. Adalfredo - Responsável de Bloco
“É raro nascer como ser humano. O número daqueles que são dotados com vida humana é tão pequeno quanto a quantidade de terra que podemos colocar sobre uma unha. Viver como ser humano é difícil — tão difícil quanto o orvalho permanecer sobre a grama. No entanto, é melhor viver um único dia com honra do que viver 120 anos e morrer na desgraça. Conduza sua vida de maneira que todas as pessoas de Kamakura o elogiarão e dirão que Nakatsukasa Saburo Saemon-no-jo é diligente em servir a seu lorde, em servir ao budismo e em sua consideração pelas outras pessoas.”
RESUMO E CENÁRIO HISTÓRICO
Sobre a carta
Nitiren Daishonin escreveu esta carta em Minobu, em setembro de 1277 e a endereçou a Shijo Nakatsukasa Saburo Saemon-no-jo Yorimoto, mais conhecido como Shijo Kingo, em Kamakura. O escrito é conhecido pelo título “Os Três Tipos de Tesouro” em função de uma célebre passagem em que Daishonin orienta sobre a importância do “tesouro do coração” em relação ao “tesouro do corpo” e ao “tesouro do cofre”. O “tesouro do cofre” que corresponde às riquezas materiais e o “tesouro do corpo” à saúde e às habilidades pessoais podem declinar com o passar do tempo, mas o “tesouro do coração” conquistado no interior da vida de cada um por meio da prática da fé nunca será destruído.Por volta de 1274, Shijo Kingo havia iniciado seus esforços para converter seu lorde, Ema, aos ensinos de Daishonin. No entanto, lorde Ema não respondeu positivamente. Em vez disso, reduziu o tamanho das terras de Kingo e ameaçou enviá-lo à remota província de Etigo. Além disso, seus colegas espalharam falsos rumores sobre ele, e Kingo foi acusado de causar tumulto em um debate ocorrido em junho de 1277, durante o qual um sacerdote da Tendai, Ryuzo-bo, foi derrotado por Sammi-bo, discípulo de Daishonin.
Nesta carta, Daishonin alerta Shijo Kingo e ao mesmo tempo o instrui sobre a maneira correta de agir em meio às provações. Citando referências históricas do imperador Sushun e outros, Daishonin ensina a Kingo que, como budista, ele deveria conduzir a vida diária de maneira admirável e ter consideração pelos outros. Por essa razão, este escrito é conhecido também como “A História do Imperador Sushun”.
EXPLANAÇÃO
O invencível Shijo Kingo
Shijo Kingo enfrentou todos os tipos de obstáculos, lutando com toda a força e venceu-os graças à fé, sem jamais ser derrotado. O Buda Nitiren Daishonin cuidou dele e dispensou-lhe total confiança. É muito conhecido por ter acompanhado Nitiren Daishonin durante a Perseguição de Tatsunokuti e arriscado a vida junto com seu mestre. Apesar de possuir esse espírito resoluto, Kingo possuía a natureza de irritar-se facilmente. Ao que tudo indica, devido a isso encontrava dificuldade para manter relações
harmoniosas com as pessoas.
Devido à sua fé, Shijo Kingo atraiu críticas e a rivalidade de seus colegas, que o caluniavam perante o seu lorde, Ema. Além disso, bonzos maldosos e cheios de intrigas acusaram-no falsamente de crimes totalmente sem fundamento. Consequentemente, o lorde ficou insatisfeito com ele, confiscou suas terras e dispensou os servos. Para a época atual, isso seria equivalente a ser rebaixado ou até mesmo suspenso do trabalho.
Mesmo diante destas provações, Shijo Kingo manteve-se firme como um leal discípulo do seu mestre, Nitiren Daishonin, e seguindo suas constantes e minuciosas orientações, no final conquistou uma grande vitória. Mais tarde, quando o lorde Ema caiu doente, Shijo Kingo, empregando suas habilidades médicas, ajudou a curá-lo. O lorde ficou muito grato e, em 1278, devolveu as propriedades de Kingo e, mais tarde, concedeu-lhe ainda mais terras.
Shijo Kingo perseverou com uma firme e sincera fé, estando em total acordo com os ensinos de Nitiren Daishonin durante toda a vida, e confrontando também as pessoas que o ameaçavam. Com coragem e sem temor, ele continuou a bradar em prol da paz e da justiça e seu nome permanece até hoje nos anais do budismo, resplandecendo com um brilho imortal e duradouro. Daishonin orientou constantemente Shijo Kingo para que não fosse covarde, advertindo-o da seguinte forma: “As orações de uma pessoa covarde não são respondidas”. (WND, pág. 1.001.) Viver plenamente
Ter uma vida longa não significa necessariamente que tenha sido plena de realizações. O importante é o que deixamos para trás, que tipo de valor criamos e o quanto contribuímos para a felicidade de outras pessoas.
A vida é curta. É um desperdício passá-la em vão a procura de glória que é algo tão frágil e impermanente como uma bolha de sabão, ou sofrer por invejar outros que possuem tal glória. É por isso que Daishonin afirma nesta passagem: “É raro nascer como ser humano. O número daqueles que são dotados com vida humana é tão pequeno quanto a quantidade de terra que podemos colocar sobre uma unha. Viver como ser humano é difícil — tão difícil quanto o orvalho permanecer sobre a grama. No entanto, é melhor viver um único dia com honra do que 120 anos e morrer na desgraça”.
No interminável ciclo de nascimento e morte, Daishonin nos mostra quão raro é o fato de nascermos como ser humano comparando-o à minúscula quantidade de terra sobre a unha. Portanto, estamos desfrutando nesta existência desta rara boa sorte de nascermos como seres humanos. No entanto, a nossa existência como ser humano é tão breve quanto as gotas do orvalho sobre as plantas que desaparecem com o raiar do sol. É exatamente por esta razão que devemos viver a cada dia com dignidade e integridade.
Comprovar a prática da fé em meio à sociedade
Na frase “Conduza sua vida de maneira que todas as pessoas de Kamakura o elogiarão e dirão que Nakatsukasa Saburo Saemon-no-jo é diligente em servir a seu lorde, em servir ao budismo e em sua consideração pelas outras pessoas”, o Buda Nitiren Daishonin nos ensina sobre um importante princípio da prática da fé na vida diária.
Daishonin incentiva Shijo Kingo para que se torne conhecido e elogiado pelas pessoas de sua localidade pela sua brilhante diligência “em servir ao seu lorde”, “em servir ao budismo” e por uma maravilhosa “consideração pelas outras pessoas”. Em outras palavras, Daishonin está aqui orientando Kingo para desenvolver seu caráter.
O verdadeiro significado de “prova real” no Budismo de Nitiren Daishonin está em “desenvolver o caráter” à medida que “se aprimora a prática da fé”. Nitiren Daishonin orienta a “ser diligente em servir ao budismo” justamente para que possa cultivar as comprovações da prática da fé na forma de “prova real”. “Servir a seu lorde” corresponde nos dias atuais à comprovação profissional no local de trabalho, e a “consideração pelas outras pessoas” às atividades visando a felicidade e o bem-estar das pessoas, isto é, às atividades em prol do Kossen-rufu realizadas em nossa Organização.
Em um discurso, o presidente Ikeda afirma: “O presidente Toda orientava da seguinte forma: Existem pessoas que pensam levianamente que pelo simples fato de possuírem o Gohonzon não precisam ir em busca de novas tentativas para melhorar sua vida, iludidos de que poderão obter benefícios sem o mínimo de esforço. Essa forma de pensar é um grande erro. Portanto, devemos alertar tais pessoas sobre a grande calúnia que estão cometendo. Sobre a questão, Nitiren Daishonin diz: ‘Se a pessoa se torna versada no Sutra de Lótus naturalmente compreenderá o significado das leis da sociedade’. Em outras palavras, aqueles que abraçam o Gohonzon devem ser capazes de melhorar sua vida ou mesmo fazer com que seus negócios prosperem”. (Brasil Seikyo, edição no 1.211, 13 de fevereiro de 1993, pág. 9.)
BRASIL SEIKYO, EDIÇÃO Nº 2045, PÁG. , 31 DE JULHO DE 2010.
Comentários sobre á Matéria
Sra. Maria Aparecida - Responsável de Distrito - DF
Relato de Atividades
Sr. Carlos Rodrigues - Responsável de comunidade .
Decisão
Sr. Vicente Gimenez - Responsável comunidade de - DS
Entrega de Homenagem
Sra. Aparecida Maria e Sra. Cleide
Cumprimentos de Palavras
Sra. Marina Fonseca - Responsável de RM - DF
Palavras de Incentivos
Sr. Norberto Fonseca - Responsável de RM
Apresentação
Rubens e Roseno
"Seja como for, a grandiosa Revolução Humana de uma única pessoa irá um dia impulsionar a mudança total do destino de um país e, além disso, será capaz de transformar o destino de toda a humanidade."

(Daisaku Ikeda)
Comparecimento da Reunião de Palestra
1. Carlos Alberto Rodrigues Santos - DS
2. João Nascimento Gomes - DS
3. Norberto Fonseca - DS
4. Reginaldo Dias Vieira - DS
5. Rubens Simão da Silva - DS
6. Alba Valeria Miguel da Silva - DF
7. Cleide Nunes - DF
8. Isabel Cristina Pereira da Silva - DF
9. Marina de Fátima Fonseca - DF
10. Edicarlos Miguel Junior - DMJ
Convidada - DFJ Flávia
11. Jonnhy Nunes Correa - DMJ
Convidados - Tiago e Pablo DMJ
12. Elisangela Miguel Cristian - DFJ
13. Thais Nunes Vieira - DEF
Bloco VILA BARRETO (5700 )
Comparecimento da Reunião de Palestra
1. Wanderley Santiago - DS
2. Ana Bueno Camargo - DF
3. Irene Dias Vieira - DF
4. Josefa Helena Cesar - DF
Convidados ( a) Aleir - DF / Darci - DS
5. Regiane Dias Vieira - DF
6. Rita de Cássia Bueno - DF
7. Adalfredo Kaltenegger Filho - DMJ
Convidados ( a) Janette - DF / Alex - DS
8. Maria Bernadete Bueno - DFJ
9. Gabriel Vieira da Silva DEM -
10. Jennifer Ildefonso Vieira da Silva - DEF
Convidados ( a)
Contos - DME / Luane - DEF / Ana Lucia - DEF / Adnes - DEF
Bloco JORDÃO
Comparecimento da Reunião de Palestra
1. Ana Julia Garcia Rodrigues Santos - DEF
2.Aparecida Maria Silva Cardoso - DF
3. Bruna da Silva Cardoso - DFJ
4.Luis Henrique Santos Rodrigues Garcia - CM
5.Maria de Lourdes Rodrigues Santos - DF
6.Orlando Santos Rodrigues - DS
7.Sandra Mara Garcia dos Santos Rodrigues - DF
Bloco Marieta
Comparecimento da Reunião de Palestra
1.Conceição Aparecida Prestes Gimenes - DF
2.Djalma Prestes Gimenes - DFJ
3.Ednir Prieto Mello - DF
Convidados (as) - João Vitor / Maria Eduarda / Eva Maria
4.Juraci Pedroso - DF
5.Maria Celi de Oliveira - DF
6.Tereza Franscisca da Costa - DF
7.Vicente Gimenes Mógica - DS
P a r a b é n s !!!!
P a r a b é n s !!!!
Nitiren Daishonin
Com dezesseis anos, entrou para o sacerdócio, tendo como mestre o bonzo Dozen-bo, e recebeu o nome de Zesho-bo, Rentyo. Desse dia em diante, devotou-se inteiramente ao estudo de todas as escrituras budistas.
Ele visitou os principais templos e leu todos os sutras e tratados. Como resultado, aprendeu a essência do budismo, compreendendo a doutrina e o método para a salvação de todas as pessoas. Após dezesseis anos de estudo e prática, compreendeu que o ensino fundamental do budismo é o Sutra de Lótus.
Ao meio-dia de 28 de abril de 1253, no templo Seityoji, ele proclamou o Nam-myoho-rengue-kyo como único e verdadeiro ensino de Mappo, estabelecendo o Verdadeiro Budismo. Estava então com 32 anos (1) de idade.
Nessa ocasião, nomeou a si próprio de Nitiren (literalmente, Sol de Lótus).
Quando Daishonin declarou a Verdadeira Lei, refutou a seita Nembutsu (ou Jodo) afirmando ser a causadora do inferno de incessantes sofrimentos. Isso despertou o ódio de Tojo Kaguenobu, lorde da área e seguidor da seita Nembutsu. Banido de Seityoji, Daishonin foi para Kamakura, a sede do governo na época.
Numa pequena cabana, num local chamado Matsubagayatsu, ele iniciou sua atividade para a salvação de todas as pessoas.
Nos dias de Nitiren Daishonin, as três calamidades e os sete desastres (2) aconteceram sucessivamente. Em particular, um grande terremoto abalou Kamakura em agosto de 1257, e destruiu quase todos os seus principais prédios. Tendo como motivo esse terremoto, Daishonin visitou o templo Jissoji para ponderar sobre a causa das três calamidades e dos sete desastres e também sobre como erradicar essa causa. Foi durante sua estada nesse templo que Nikko Shonin tornou-se seu discípulo.
No dia 16 de julho de 1260, Nitiren Daishonin endereçou um tratado intitulado Rissho Ankoku Ron (A Pacificação da Terra por meio da Propagação do Verdadeiro Budismo) para Hojo Tokiyori, um ex-regente que exercia enorme influência sobre o governo da época.
O tratado afirmava que a causa das três calamidades e dos sete desastres estava na calúnia das pessoas à Verdadeira Lei e na aceitação de doutrinas que contradiziam o ensino do Buda.
Entretanto, Tokiyori rejeitou a admoestação de Daishonin. Enquanto isso, com o apoio de Hojo Shiguetoki, o pai do então regente Hojo Nagatoki, um grupo de seguidores da seita Nembutsu reuniu-se em Matsubagayatsu, na cabana de Daishonin, para assassiná-lo. Esse acontecimento é conhecido como “Perseguição de Matsubagayatsu”, e ocorreu na noite de 27 de agosto de 1260.
Daishonin escapou por pouco dessa perseguição, mas foi banido para a localidade de Ito, na Província de Izu, em 12 de maio de 1261. A ordem do regente — o exílio — foi na realidade uma decisão ilegal embasada somente em seus sentimentos pessoais.
Em fevereiro de 1263, Hojo Tokiyori emitiu o perdão permitindo que Daishonin retornasse a Kamakura. No dia 11 de novembro de 1264, quando Nitiren Daishonin ia visitar Kudo Yoshitaka, chefe do poderoso clã em Awa e um de seus devotados seguidores, sua comitiva chegou a um local chamado Komatsubara, onde subitamente, a tropa de Tojo Kaguenobu atacou. Essa foi a “Perseguição de Komatsubara”.
No dia 18 de janeiro de 1268, emissários mongóis chegaram a Kamakura levando ordens de submissão ou guerra. Presenciando a invasão estrangeira que ele havia predito no Rissho Ankoku Ron, mais uma vez admoestou os governantes, dizendo que deveriam converter-se ao Verdadeiro Budismo.
No dia 12 de setembro de 1271, Hei no Saemon, chefe da força militar, ordenou que Daishonin depusesse na corte para investigações. Daishonin enfrentou-o destemidamente e advertiu-o sobre a conduta errônea do governo. Como resultado, dois dias depois ele foi preso como um rebelde por guerreiros liderados por Hei no Saemon. Esse chefe militarista arbitrariamente decidiu decapitar Daishonin à meia-noite no campo de execução de Tatsunokuti, em Kamakura.
Entretanto, não foi possível decapitá-lo, pois no momento da execução, “um corpo celeste tão brilhante quanto a Lua surgiu repentinamente na direção de Enoshima e atravessou rapidamente o céu de Sudeste a Noroeste. Era pouco antes da alvorada e estava muito escuro para ver o rosto de qualquer pessoa, entretanto, o objeto clareou todos. O carrasco caiu cobrindo sua face, e seus olhos cegaram-se. Em pânico, alguns soldados fugiram para longe, outros caíram de seus cavalos e outros ainda esconderam-se atrás das selas.” (“Comportamento do Buda”, END, vol.1, pág.163.) Esse acontecimento é chamado de “Perseguição de Tatsunokuti”.
Nesse momento, Nitiren Daishonin abandonou sua condição transitória como Bodhisattva Jogyo, ao mesmo tempo em que provou a si mesmo ser o Buda Original da Suprema Sabedoria. Esse fato é chamado de Hosshaku Kempon (abandonar a forma transitória e revelar a verdadeira identidade).
Após a tentativa malsucedida de execução, o governo decidiu banir Daishonin para a Ilha de Sado. Forçado a permanecer numa pequena choupana, sem alimentos e em meio a um frio intenso, ele sofreu ataques contínuos por parte dos bonzos inimigos que viviam no local. Apesar de viver em circunstâncias tão severas, Daishonin escreveu muitas obras importantes nesse local.
O exílio em Sado dividiu em duas fases a vida dedicada à propagação. Desde que recitou pela primeira vez o Nam-myoho-rengue-kyo em 28 de abril de 1253 até o seu segundo exílio na Ilha de Sado, ele somente propagou o Daimoku e não se referiu aos “Três Grandes Ensinos Fundamentais”. Após a Perseguição de Tatsunokuti e seu exílio em Sado, Nitiren Daishonin assume a sua identidade como Buda Original dos Últimos Dias da Lei, ou o Buda Original da Suprema Sabedoria. Posteriormente, ele inscreveu o Gohonzon, expondo seus importantes ensinos e finalmente atingindo o propósito de seu advento — o estabelecimento do Dai-Gohonzon do Verdadeiro Budismo.
Dos escritos que completou na Ilha de Sado, os dois mais importantes são “Abertura dos Olhos” e “O Verdadeiro Objeto de Adoração”. Ele iniciou a preparação de “Abertura dos Olhos” em 1271 e terminou em fevereiro de 1272. Essa escritura é a prova documental da revelação do Buda Original. Nela Nitiren Daishonin expõe que ele próprio é possuidor das “três virtudes de soberano, mestre e pais”, e que é o “Buda Original dos Últimos Dias da Lei”, ou o “objeto de adoração em termos de Pessoa”.
Ele escreveu “O Verdadeiro Objeto de Adoração” em abril de 1273, no qual esclareceu que o Gohonzon é o objeto de devoção para a salvação de todas as pessoas nos Últimos Dias da Lei e a forma como o Daimoku deve ser recitado. Nitiren Daishonin inscreveu a sua condição de vida em forma de um mandala, revelando desse modo o “objeto de devoção em termos de Lei”.
Assim, ele ensina que as pessoas nos Últimos dias da Lei devem abraçar o Gohonzon de nimpo ikka (unicidade de Pessoa e Lei) e recitar o Daimoku com fé a fim de atingir a iluminação nesta vida.
Perdoado de seu exílio na Ilha de Sado em fevereiro de 1274, Nitiren Daishonin retornou a Kamakura em março. Em 8 de abril, apresentou-se perante Hei no Saemon, oficial representante do regente Hojo Tokimune.
Diferente da primeira ocasião, Hei no Saemon mostrou-se gentil e polido quando perguntou a Nitiren Daishonin sua opinião sobre o ataque mongol, e quando isso ocorreria. Daishonin respondeu claramente: “Eles certamente chegarão ainda este ano”, como consta no Gosho “Comportamento do Buda”. Também admoestou os oficiais contra a aceitação de religiões heréticas e solicitou-lhes que buscassem a fé no Verdadeiro Budismo a fim de evitar a invasão.
Entretanto, uma vez mais recusaram a advertência e Daishonin decidiu viver em reclusão na Vila haguiri, situada aos pés do Monte Minobu, na Província de Kai.
Em outubro de 1274, as forças mongóis atacaram Ikki e Tsushima, duas das ilhas situadas no Sudoeste do Japão, e então seguiram para a Baía Hakata, na costa nordeste de Kyushu. Nitiren Daishonin devotou-se totalmente preparando os seus discípulos e trabalhando em volumosas teses tais como “A Seleção do Tempo” e “Retribuição aos Débitos de Gratidão”. Além disso, transferiu oralmente seus profundos ensinos a seu sucessor imediato, Nikko Shonin, os quais se encontram no Ongui Kuden (Registro dos Ensinos Orais), Hyaku Rokka Sho (As Cento e Seis Comparações) e Honnin-myo Sho (Sobre a Verdadeira Causa);
Em 21 setembro de 1279, vinte camponeses e seguidores de Nitiren Daishonin, que viviam Atsuhara, foram injustamente detidos. Eles foram levados a Kamakura e aprisionados, sendo coagidos a abandonar a fé no Budismo de Daishonin, mas persistiram, sem ceder às torturas praticadas pelos guardas de Hei no Saemon. Mais tarde, os três irmãos Jinshiro, Yagoro e Yarokuro foram executados, enquanto dezessete outros seguidores foram banidos de suas terras. Essa foi a “Perseguição de Atsuhara”.
Mais tarde, Daishonin mudou-se para um templo chamado Minobu-zan Kuonji. Depois, transferiu a totalidade de seus ensinos a Nikko Shonin. Em 13 de outubro de 1282, faleceu aos 61 anos (3) na residência de Munenaka Ikegami.
Nota:
1. No sistema japonês de contagem, considera-se que a pessoa já tenha um ano de idade no ano de seu nascimento
2. Três calamidades e sete desastres: Calamidades e desastres causados pela calúnia ao Verdadeiro Budismo. As três calamidades são: guerra, pestes e fome. Os sete desastres são: (1) eclipse solar ou lunar; (2) movimento anormal dos corpos celestes ou aparecimento de cometas; (3) destruição geral pelo fogo; (4) irregularidades meteorológicas tais como tempestades e alterações anormais de temperatura; (5) ventanias e furações; (6) seca prolongada; e (7) destruição do país por lutas internas ou por invasão estrangeira.
3. Vide nota 1.
Fonte:
Apostila Exame de Budismo 2.000, págs. 48-50.
Ele visitou os principais templos e leu todos os sutras e tratados. Como resultado, aprendeu a essência do budismo, compreendendo a doutrina e o método para a salvação de todas as pessoas. Após dezesseis anos de estudo e prática, compreendeu que o ensino fundamental do budismo é o Sutra de Lótus.
Ao meio-dia de 28 de abril de 1253, no templo Seityoji, ele proclamou o Nam-myoho-rengue-kyo como único e verdadeiro ensino de Mappo, estabelecendo o Verdadeiro Budismo. Estava então com 32 anos (1) de idade.
Nessa ocasião, nomeou a si próprio de Nitiren (literalmente, Sol de Lótus).
Quando Daishonin declarou a Verdadeira Lei, refutou a seita Nembutsu (ou Jodo) afirmando ser a causadora do inferno de incessantes sofrimentos. Isso despertou o ódio de Tojo Kaguenobu, lorde da área e seguidor da seita Nembutsu. Banido de Seityoji, Daishonin foi para Kamakura, a sede do governo na época.
Numa pequena cabana, num local chamado Matsubagayatsu, ele iniciou sua atividade para a salvação de todas as pessoas.
Nos dias de Nitiren Daishonin, as três calamidades e os sete desastres (2) aconteceram sucessivamente. Em particular, um grande terremoto abalou Kamakura em agosto de 1257, e destruiu quase todos os seus principais prédios. Tendo como motivo esse terremoto, Daishonin visitou o templo Jissoji para ponderar sobre a causa das três calamidades e dos sete desastres e também sobre como erradicar essa causa. Foi durante sua estada nesse templo que Nikko Shonin tornou-se seu discípulo.
No dia 16 de julho de 1260, Nitiren Daishonin endereçou um tratado intitulado Rissho Ankoku Ron (A Pacificação da Terra por meio da Propagação do Verdadeiro Budismo) para Hojo Tokiyori, um ex-regente que exercia enorme influência sobre o governo da época.
O tratado afirmava que a causa das três calamidades e dos sete desastres estava na calúnia das pessoas à Verdadeira Lei e na aceitação de doutrinas que contradiziam o ensino do Buda.
Entretanto, Tokiyori rejeitou a admoestação de Daishonin. Enquanto isso, com o apoio de Hojo Shiguetoki, o pai do então regente Hojo Nagatoki, um grupo de seguidores da seita Nembutsu reuniu-se em Matsubagayatsu, na cabana de Daishonin, para assassiná-lo. Esse acontecimento é conhecido como “Perseguição de Matsubagayatsu”, e ocorreu na noite de 27 de agosto de 1260.
Daishonin escapou por pouco dessa perseguição, mas foi banido para a localidade de Ito, na Província de Izu, em 12 de maio de 1261. A ordem do regente — o exílio — foi na realidade uma decisão ilegal embasada somente em seus sentimentos pessoais.
Em fevereiro de 1263, Hojo Tokiyori emitiu o perdão permitindo que Daishonin retornasse a Kamakura. No dia 11 de novembro de 1264, quando Nitiren Daishonin ia visitar Kudo Yoshitaka, chefe do poderoso clã em Awa e um de seus devotados seguidores, sua comitiva chegou a um local chamado Komatsubara, onde subitamente, a tropa de Tojo Kaguenobu atacou. Essa foi a “Perseguição de Komatsubara”.
No dia 18 de janeiro de 1268, emissários mongóis chegaram a Kamakura levando ordens de submissão ou guerra. Presenciando a invasão estrangeira que ele havia predito no Rissho Ankoku Ron, mais uma vez admoestou os governantes, dizendo que deveriam converter-se ao Verdadeiro Budismo.
No dia 12 de setembro de 1271, Hei no Saemon, chefe da força militar, ordenou que Daishonin depusesse na corte para investigações. Daishonin enfrentou-o destemidamente e advertiu-o sobre a conduta errônea do governo. Como resultado, dois dias depois ele foi preso como um rebelde por guerreiros liderados por Hei no Saemon. Esse chefe militarista arbitrariamente decidiu decapitar Daishonin à meia-noite no campo de execução de Tatsunokuti, em Kamakura.
Entretanto, não foi possível decapitá-lo, pois no momento da execução, “um corpo celeste tão brilhante quanto a Lua surgiu repentinamente na direção de Enoshima e atravessou rapidamente o céu de Sudeste a Noroeste. Era pouco antes da alvorada e estava muito escuro para ver o rosto de qualquer pessoa, entretanto, o objeto clareou todos. O carrasco caiu cobrindo sua face, e seus olhos cegaram-se. Em pânico, alguns soldados fugiram para longe, outros caíram de seus cavalos e outros ainda esconderam-se atrás das selas.” (“Comportamento do Buda”, END, vol.1, pág.163.) Esse acontecimento é chamado de “Perseguição de Tatsunokuti”.
Nesse momento, Nitiren Daishonin abandonou sua condição transitória como Bodhisattva Jogyo, ao mesmo tempo em que provou a si mesmo ser o Buda Original da Suprema Sabedoria. Esse fato é chamado de Hosshaku Kempon (abandonar a forma transitória e revelar a verdadeira identidade).
Após a tentativa malsucedida de execução, o governo decidiu banir Daishonin para a Ilha de Sado. Forçado a permanecer numa pequena choupana, sem alimentos e em meio a um frio intenso, ele sofreu ataques contínuos por parte dos bonzos inimigos que viviam no local. Apesar de viver em circunstâncias tão severas, Daishonin escreveu muitas obras importantes nesse local.
O exílio em Sado dividiu em duas fases a vida dedicada à propagação. Desde que recitou pela primeira vez o Nam-myoho-rengue-kyo em 28 de abril de 1253 até o seu segundo exílio na Ilha de Sado, ele somente propagou o Daimoku e não se referiu aos “Três Grandes Ensinos Fundamentais”. Após a Perseguição de Tatsunokuti e seu exílio em Sado, Nitiren Daishonin assume a sua identidade como Buda Original dos Últimos Dias da Lei, ou o Buda Original da Suprema Sabedoria. Posteriormente, ele inscreveu o Gohonzon, expondo seus importantes ensinos e finalmente atingindo o propósito de seu advento — o estabelecimento do Dai-Gohonzon do Verdadeiro Budismo.
Dos escritos que completou na Ilha de Sado, os dois mais importantes são “Abertura dos Olhos” e “O Verdadeiro Objeto de Adoração”. Ele iniciou a preparação de “Abertura dos Olhos” em 1271 e terminou em fevereiro de 1272. Essa escritura é a prova documental da revelação do Buda Original. Nela Nitiren Daishonin expõe que ele próprio é possuidor das “três virtudes de soberano, mestre e pais”, e que é o “Buda Original dos Últimos Dias da Lei”, ou o “objeto de adoração em termos de Pessoa”.
Ele escreveu “O Verdadeiro Objeto de Adoração” em abril de 1273, no qual esclareceu que o Gohonzon é o objeto de devoção para a salvação de todas as pessoas nos Últimos Dias da Lei e a forma como o Daimoku deve ser recitado. Nitiren Daishonin inscreveu a sua condição de vida em forma de um mandala, revelando desse modo o “objeto de devoção em termos de Lei”.
Assim, ele ensina que as pessoas nos Últimos dias da Lei devem abraçar o Gohonzon de nimpo ikka (unicidade de Pessoa e Lei) e recitar o Daimoku com fé a fim de atingir a iluminação nesta vida.
Perdoado de seu exílio na Ilha de Sado em fevereiro de 1274, Nitiren Daishonin retornou a Kamakura em março. Em 8 de abril, apresentou-se perante Hei no Saemon, oficial representante do regente Hojo Tokimune.
Diferente da primeira ocasião, Hei no Saemon mostrou-se gentil e polido quando perguntou a Nitiren Daishonin sua opinião sobre o ataque mongol, e quando isso ocorreria. Daishonin respondeu claramente: “Eles certamente chegarão ainda este ano”, como consta no Gosho “Comportamento do Buda”. Também admoestou os oficiais contra a aceitação de religiões heréticas e solicitou-lhes que buscassem a fé no Verdadeiro Budismo a fim de evitar a invasão.
Entretanto, uma vez mais recusaram a advertência e Daishonin decidiu viver em reclusão na Vila haguiri, situada aos pés do Monte Minobu, na Província de Kai.
Em outubro de 1274, as forças mongóis atacaram Ikki e Tsushima, duas das ilhas situadas no Sudoeste do Japão, e então seguiram para a Baía Hakata, na costa nordeste de Kyushu. Nitiren Daishonin devotou-se totalmente preparando os seus discípulos e trabalhando em volumosas teses tais como “A Seleção do Tempo” e “Retribuição aos Débitos de Gratidão”. Além disso, transferiu oralmente seus profundos ensinos a seu sucessor imediato, Nikko Shonin, os quais se encontram no Ongui Kuden (Registro dos Ensinos Orais), Hyaku Rokka Sho (As Cento e Seis Comparações) e Honnin-myo Sho (Sobre a Verdadeira Causa);
Em 21 setembro de 1279, vinte camponeses e seguidores de Nitiren Daishonin, que viviam Atsuhara, foram injustamente detidos. Eles foram levados a Kamakura e aprisionados, sendo coagidos a abandonar a fé no Budismo de Daishonin, mas persistiram, sem ceder às torturas praticadas pelos guardas de Hei no Saemon. Mais tarde, os três irmãos Jinshiro, Yagoro e Yarokuro foram executados, enquanto dezessete outros seguidores foram banidos de suas terras. Essa foi a “Perseguição de Atsuhara”.
Mais tarde, Daishonin mudou-se para um templo chamado Minobu-zan Kuonji. Depois, transferiu a totalidade de seus ensinos a Nikko Shonin. Em 13 de outubro de 1282, faleceu aos 61 anos (3) na residência de Munenaka Ikegami.
Nota:
1. No sistema japonês de contagem, considera-se que a pessoa já tenha um ano de idade no ano de seu nascimento
2. Três calamidades e sete desastres: Calamidades e desastres causados pela calúnia ao Verdadeiro Budismo. As três calamidades são: guerra, pestes e fome. Os sete desastres são: (1) eclipse solar ou lunar; (2) movimento anormal dos corpos celestes ou aparecimento de cometas; (3) destruição geral pelo fogo; (4) irregularidades meteorológicas tais como tempestades e alterações anormais de temperatura; (5) ventanias e furações; (6) seca prolongada; e (7) destruição do país por lutas internas ou por invasão estrangeira.
3. Vide nota 1.
Fonte:
Apostila Exame de Budismo 2.000, págs. 48-50.
Tsunessaburo Makiguti
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